Solucionática

Blog coletivo para compilação de jogos/atividades/problemas/exercícios e algumas elucubrações teóricas sobre Psicologia Cognitiva

Wednesday, June 21, 2006

O caso das jóias desaparecidas

O inspetor Sabido foi chamado à mansão de um homem muito rico, o senhor Dólar, de onde umas jóias foram roubadas. Chegando ao local, encontrou a cena da figura 1.



O ladrão não deixou nenhuma pista, também não forçou nenhuma porta para entrar. Os suspeitos passam a ser as pessoas que estavam na casa naquele momento.

O homem muito rico tinha o hábito de fotografar os cômodos da casa, e horas antes tinha fotografado esse ambiente onde aconteceu o roubo – figura 2.



Ao observar essa foto e a cena após o roubo, Sabido soube que o quadro que está sobre o cofre foi trocado de lugar hoje, após 1 ano na mesma posição; Jaime, o mordomo da mansão, era o único que sabia da mudança, e todos na casa sabiam que havia um cofre embaixo do primeiro quadro, mas o quadro que cobria o cofre agora é o que está ao seu lado.

O inspetor analisou muito calmante a cena e chamou os suspeitos, que são: Laura, a filha do senhor Dólar, que é muito distraída, e após o roubo não entrou mais na sala. Jaime, que tem uma memória muito boa, entrou na sala logo cedo e sempre sabe de tudo o que acontece na mansão. Jarbas, o motorista do senhor Dólar, grava tudo o que vê em sua memória, e que não entra na sala do roubo há mais de uma semana.

Após um breve interrogatório, o senhor Sabido chegou a uma conclusão do caso.

Resposta: Laura é a culpada.

Pelo fato de ser distraída e estar acostumada com o outro quadro que cobria o cofre, não se preocupou em verificar a ordem.

Elucubrações Teóricas:

Para decifrar este enigma é necessário usar a memória para poder comparar as figuras 1 e 2 onde estão registradas as cenas do ambiente antes e depois do roubo, uma rapidez perceptiva para ver as diferenças entre as imagens.

Sternberg (2000) fala da memória fotográfica, sendo a lembrança de um evento característico, na qual a recordação é altamente vívida e rica em detalhes; essa memória pode facilitar ainda mais a resolução do enigma, pois sendo o mordomo e o motorista bons memória fotográfica, realizariam o crime sem deixar esse tipo de vestígio, enquanto que a filha do homem muito rico é distraída.

Para saber mais de outros enigmas: http://sitededicas.uol.com.br/enigma.htm

STERNBERG, R.J. Psicologia Cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 2000

Elaborado por

Mônica

Priscila P.

Priscilla V.

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